O inquérito contra Jayme Campos, ex-governador do Mato Grosso, acusado de tráfico de influência e corrupção, foi arquivado. A decisão, divulgada ontem pela assessoria de imprensa do Superior Tribunal de Justiça, foi concedida por meio de um despacho do ministro Edson Vidigal, do STJ. Em julho de 1992, Irene Ferreira de Oliveira, da empresa Hidrapar, recebeu R$ 300 milhões do governo do Estado, em decorrência de uma dívida. Para receber, Irene alega que teve de pagar comissão.
Ela teria entregado, em mãos, três cheques no valor de R$ 25 mil, cada um, ao comitê de campanha do PTB mato-grossense. Dois destes cheques foram parar na conta do então chefe partidário, o senador Louremberg Nunes Rocha. Para apurar as denúncias de irregularidade, foi aberto um inquérito no STF, que acabou sendo arquivado por prescrição de prazo.
Contudo, Irene continuou afirmando que também Campos estaria envolvido no esquema. O Ministério Público Federal acionou o STJ para que fosse investigada a movimentação financeira do ex-governador. Para isso, o ministro Edson Vidigal autorizou a quebra de sigilo bancário de Campos, mas não havia registro de depósito indevido no período. Mas não houve prova.

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