Umuarama - As cinco testemunhas de acusação contra o padre Adelino Gonçalves terão de ser ouvidas novamente. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) acatou recurso dos advogados de padre Adelino e anulou todos os depoimentos sob o argumento de que houve cerceamento de defesa. Segundo o advogado do padre, Cláudio Dalledone Júnior, a Justiça não requisitou a presença do réu, na época preso em Curitiba, para acompanhar os depoimentos. A maioria das testemunhas foi ouvida em Cruzeiro do Oeste, pelo juiz Siladelfo Rodrigues, por solicitação do Tribunal de Justiça. Por ser prefeito, padre Adelino tinha foro privilegiado e o processo tramitava no TJ. Depois da cassação, o processo foi remetido para a Comarca de Cruzeiro do Oeste.
Foram anulados os depoimentos de Élcio Farias, Alexsandro do Nascimento, José Lucas Gomes, Joel Magalhães e de Paulo Marcolino Duarte, pai de um adolescente que alega ter sido assediado sexualmente pelo padre. Segundo Dalledoni Júnior, o pedido da defesa para que os depoimentos fossem adiados ou anulados devido à ausência do réu foi negado pelo juiz e pelo TJ. ‘‘Recorremos ao STJ e ganhamos a causa’’, disse o advogado. As testemunhas de acusação serão ouvidas novamente no dia 9 de maio, no Fórum de Cruzeiro do Oeste. (V.M.)

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