STF volta a barrar tentativa de quebra de sigilo
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quinta-feira, 02 de fevereiro de 2006
Hudson Corrêa<br>Folhapress 
Brasília - O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Nelson Jobim, concedeu ontem nova liminar contrária à CPI dos Bingos, o que levou a comissão a recuar e não votar o requerimento para quebrar outra vez os sigilos bancário, fiscal e telefônico do presidente do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Paulo Okamotto, amigo de Luiz Inácio Lula da Silva. Jobim suspendeu na sexta-feira passada a quebra de sigilos de Okamotto, medida que havia sido aprovada na CPI no dia 18.
Ontem pela manhã, o presidente do STF comunicou à CPI que na terça-feira também impediu - pela segunda vez no espaço de 12 dias - a quebra dos sigilos do empresário Roberto Carlos da Silva Kurzweil, dono do Omega blindado onde teriam sido supostamente transportados dólares vindos de Cuba para caixa dois de campanha presidencial petista.
Okamotto - tesoureiro da campanha de Lula em 1989 - pagou uma dívida de R$ 29,4 mil que o presidente da República tinha com o PT. Quitada entre dezembro de 2003 e março de 2004, a fatura era referente a gastos, bancados por recursos públicos do Fundo Partidário, com viagens internacionais de Lula antes de ele ser presidente. A CPI investiga se a dívida foi paga por Okamotto com o caixa dois abastecido pelo empresário Marcos Valério.


