O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou reclamação interposta pelo advogado Edgar Noboru Ehara em nome de 15 réus dos processos decorrentes da Operação Publicano, que apontou a existência de um esquema de corrupção na Receita Estadual de Londrina.
O defensor alegava que o juiz da 3ª Vara Criminal de Londrina, Juliano Nanuncio, havia descumprido a súmula vinculante 14 ao impedir acesso ao conteúdo integral dos depoimentos do principal delator do esquema, o auditor Luiz Antonio de Souza.
Porém, em resposta ao ministro, o juiz informou que tão-somente os benefícios individuais – como tamanho da pena, por exemplo – são sigilosos. Todos os depoimentos de Souza já foram disponibilizados às partes. Com base nessas informações, o ministro entendeu "não subsistir interesse jurídico legítimo dos reclamantes a ser amparado" pelo STF. Assim, julgou "prejudicada a presente reclamação, por perda superveniente do objeto".
Advogados dos réus da Publicano têm pedido a nulidade, trancamento ou transferência dos processos para outros tribunais (Tribunal de Justiça ou Superior Tribunal de Justiça) por meio de vários expedientes. Alguns foram negados; outros aguardam julgamento.

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