Brasília - O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou ontem o julgamento que definirá se a Lei da Ficha Limpa pode impedir a candidatura neste ano de políticos condenados e daqueles que renunciaram aos mandatos para escapar de processos de cassação. Até o fechamento desta edição, o resultado ainda era incerto, seria certamente apertado, mas estava se desenhando a tendência de, pelo menos, liberar os candidatos com ficha suja para disputarem as eleições deste ano.
Quatro ministros - Ayres Britto, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Joaquim Barbosa - votaram pela aplicação imediata da lei e pela sua constitucionalidade.
Dias Toffoli, o primeiro ministro a votar ontem, julgou que a Ficha Limpa só pode valer para as próximas eleições, mas não considerou inconstitucional a previsão de que ficam inelegíveis por oito anos os políticos que renunciam ao mandato para fugir de processos de cassação.

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