Brasília - Em média, as entidades beneficiadas com os repasses federais têm seis meses para prestar contas da aplicação do dinheiro, mas pouca fiscalização é promovida pelas autoridades para verificar se os resultados declarados foram efetivamente alcançados.
''Essa situação é a prova de que o governo do PT instrumentalizou politicamente o MST. O MST se impacienta com o ritmo lento da reforma agrária, mas não se rebela porque tem no governo um parceiro que lhe repassa recursos públicos'', afirma o senador Álvaro Dias, presidente da CPI da Terra, que foi criada em abril para investigar o destino dos recursos que param nas mãos do MST.
No processo de investigação, a CPI chegou a pedir a quebra do sigilo bancário de várias entidades, mas recentemente o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Nelson Jobim, concedeu uma liminar suspendendo o envio dos documentos bancários.
Com o retorno das atividades do Supremo em agosto, as ações da Anca e da Concrab foram distribuídas para os ministros Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes. (S.G.)

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