Brasília - Uma tentativa da defesa do senador Demóstenes Torres (ex-DEM, sem partido-GO) de postergar seu julgamento no Conselho de Ética do Senado parou no Supremo Tribunal Federal (STF). A ministra Cármen Lúcia negou o pedido dos advogados para, em última instância, jogar a decisão do Conselho de Ética sobre a cassação de seu mandato para depois do julgamento na Justiça Federal sobre a legalidade das escutas telefônicas feitas com autorização judicial.
A esperança de Demóstenes Torres seria livrar-se do processo no Conselho de Ética com a possível anulação de todas as escutas telefônicas, as principais provas obtidas até agora de sua ligação com o contraventor Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira. Apesar da primeira derrota, os advogados tentaram uma segunda alternativa e entraram com novo mandado de segurança. Esse pedido será avaliado pelo ministro Dias Toffoli.
Na próxima semana, a 3 Turma do Tribunal Regional Federal da 1 Região conclui o julgamento sobre a validade das provas. O relator do processo no TRF, desembargador Tourinho Neto, julgou serem ilegais todas as escutas. Mais um voto no mesmo sentido pode comprometer a investigação feita pela Polícia Federal e o Ministério Público na Operação Monte Carlo.
Os integrantes do Conselho de Ética devem votar o relatório com pedido de cassação de Demóstenes Torres na segunda-feira.

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