O Supremo Tribunal Federal (STF) negou ontem dois pedidos de liminar apresentados pelo deputado Talvane Albuquerque (foto, sem partido-AL), apontado como principal suspeito pelo assassinato da deputada Ceci Cunha (PSDB-AL), em dezembro passado. O deputado alagoano vem recorrendo à Justiça para evitar a perda de seus direitos políticos e garantir sua posse no dia 1º. Esta semana a comissão da Câmara que investiga a morte da deputada pediu a cassação de Talvane por quebra de decoro parlamentar.
Na quinta-feira Talvane Albuquerque impetrou um mandado de segurança para garantir sua posse em novo mandato, na segunda, alegando que o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB- SP), pretendia não empossá-lo. Ele é o primeiro suplente de Ceci Cunha, e assumiria o mandato em seu lugar. Ao negar a solicitação, o presidente do STF, Celso de Mello, alegou que o deputado não ‘‘comprovou, com os dados objetivos mínimos’’ a objeção de Temer à sua posse.
O presidente do Supremo também negou pedido de habeas-corpus impetrado pelo deputado contra o ministro da Justiça, Renan Calheiros.Talvane Albuquerque alega que o ministro ‘‘tem por certo que será decretada a sua prisão preventiva’’ e pede que Calheiros se ‘‘abstenha de cometer ilegalidades’’. Celso de Mello diz não haver elementos que indiquem ‘‘risco na liberdade de locomoção’’ do deputado, uma vez que ‘‘o ministro da Justiça não tem competência’’ para pedir a prisão preventiva de ninguém.

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