STF mantém prisão de advogado de Cerveró
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sábado, 28 de novembro de 2015
Márcio Falcão <br>Folhapress 
Brasília - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, negou ontem revogar a prisão advogado Edson Ribeiro e determinou sua transferência para o presídio Ary Franco, na zona norte do Rio de Janeiro. Advogado do ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, Ribeiro é acusado de tentar obstruir a Operação Lava Jato. Ele foi preso pela Polícia Federal na manhã de ontem no aeroporto do Galeão, no Rio, ao desembarcar de um voo vindo de Miami (EUA). Ele foi levado à Superintendência da PF no Rio, que afirmou ao Supremo que não tem condições de abrigar o preso. Ele era monitorado por policiais norte-americanos desde a quarta-feira, quando o STF emitiu ordens de prisão contra ele, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), um assessor e o banqueiro André Esteves. O banqueiro também foi levado para o presídio Ary Franco.
Por ser advogado, Ribeiro ficará numa sala de Estado maior, tipo de instalação em presídios restrita a advogados.
De acordo com áudio captado pelo filho do ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró e tornado público na quarta, o advogado e o senador discutiram uma forma de retirar Cerveró da prisão por meio de influência política no STF e, depois, retirá-lo do país pelo Paraguai. Cerveró está preso em Curitiba por decisão do juiz federal Sérgio Moro, responsável pela condução dos processos e inquéritos relativos à Operação Lava Jato.
Na semana passada, integrantes do grupo de trabalho da Operação Lava Jato na Procuradoria Geral da República receberam um telefonema de outra advogada de Nestor Cerveró, Alessi Brandão. Na conversa, ela contou que havia a gravação da reunião com o senador tentando impedir a delação premiada do ex-diretor. A gravação fora feita pelo filho de Cerveró, Bernardo, por estar desconfiado que Edson Ribeiro estaria fazendo um "jogo-duplo": atrapalhando o acordo de delação de seu pai para ganhar dinheiro de um acordo com Delcídio e excluir nomes da delação.


