São Paulo - O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, por meio de liminar, a legalidade da denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal em Minas Gerais contra os acusados de envolvimento com o escândalo do mensalão. A decisão é unânime e mantém os interrogatórios dos acusados, entre eles o publicitário Marcos Valério e o deputado José Genoíno (PT-SP).
A denúncia relata a realização de empréstimos supostamente fraudulentos realizados pelo banco BMG ao PT e ao grupo de empresas de Valério. A decisão liminar vale até o julgamento final dos recursos apresentados pela defesa de Valério e de outras pessoas e empresas denunciadas por envolvimento no suposto esquema.
Os acusados entraram com recurso alegando que a denúncia foi recebida pelo juízo de primeira instância no dia em que Genoíno foi diplomado deputado federal. No entendimento da defesa, como Genoíno passou a ter foro privilegiado, somente a Procuradoria-Geral da República poderia ter oferecido a denúncia, que só poderia ser recebida pelo STF.
Os ministros entenderam que a denúncia foi recebida pela 4 Vara Federal Criminal de Minas Gerais um dia antes da diplomação do deputado.

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