STF investigará Requião por prática de crime eleitoral
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quinta-feira, 08 de novembro de 2001
Mariângela Gallucci - Agência Estado<br>Lino Ramos - De Londrina 
O Supremo Tribunal Federal (STF) instaurou ontem um inquérito para apurar se o senador paranaense Roberto Requião (PMDB) praticou crime eleitoral durante a última campanha ao governo do Estado, em 1998. Conforme inquérito instaurado anteriormente pela Polícia Federal, a coligação ''Mais Paraná'' e seu candidato, Roberto Requião, teriam distribuído, entre julho e agosto daquele ano, panfletos com a impressão da bandeira do Estado do Paraná.
A lei 9.504, de 1997, estabelece como infração o uso de símbolos, frases ou imagens associadas ou similares às empregadas por órgãos do governo, empresas públicas e sociedades de economia mista. O caso chegou ao STF a pedido do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, porque Requião, como senador da República, tem o direito a foro privilegiado, isto é, de ser processado criminalmente perante o STF.
Ao saber da denúncia, Requião atacou o STF e seus adversários políticos. ''Acho que o Supremo deveria ter coisa melhor para fazer, como quebrar o sigilo do Eduardo Jorge e prender corruptos. Não me lembro de ter usado a bandeira do Paraná em campanha, mas se tivesse que usar uma bandeira não seria a do Taleban ou dos Estados Unidos'', reagiu.
O senador disse ainda que em 1989, o ex-presidente Fernando Collor de Mello (PRN) usou verde-amarelo (as cores oficiais do Brasil) em campanha ao Palácio do Planalto. Requião também lembrou que o presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, sempre abriu os programas da legenda com o Hino Nacional Brasileiro. ''Eu nunca tive notícia dessa denúncia, mas eles (STF) que tratem de cassar o (Cássio) Taniguchi (prefeito de Curitiba, acusado de não prestar contas de R$ 29,8 milhões gastos na campanha à prefeitura de Curitiba).
Em 22 de agosto deste ano, o STF tentou processar Requião, em uma ação criminal movida pelo ex-secretário de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira. Em matéria publicada pela Folha, o senador chamou o ex-secretário de ''frouxo e corrompido''.


