O recurso apresentado pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello (PRN) ao STF contra a decisão do TSE que rejeitou a candidatura dele está ‘‘em banho-maria’’ e só deve ser examinado na próxima semana. O relator Octávio Gallotti decidiu pedir a opinião da Procuradoria-Geral da República. Na prática, o pedido foi encaminhado à mesma procuradora eleitoral que pediu a impugnação do registro de Collor ao TSE. A iniciativa foi do procurador eleitoral, Geraldo Brindeiro, que também é procurador-geral da República. O procedimento burocrático apenas vai adiar a decisão do tribunal de rejeitar o recurso.
Eles tiveram a oportunidade de reconhecer o impeachment decretado pelo Senado, quando o ex-presidente tentou o derrubar. Nesse caso, o PRN e o PRTB, da coligação que o apóia, terão dez dias para apresentar um outro candidato. Se não o fizerem, os 40 segundos a que têm direito no horário eleitoral gratuito serão redistribuído entre os demais concorrentes à Presidência.
O TSE examina esta semana os pedidos feitos pelo presidente FHC, por Lula e por Collor. FHC entrou com um pedido de liminar para supsender o programa do PSTU, que acusa o governo de entregar a Telebrás a monopólios internacionais. Ele também quer usar os seis segundos do programa eleitoral do partido para contestar a acusação.

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