O presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Marco Aurélio de Mello, determinou ontem a libertação do ex-banqueiro Salvatore Alberto Cacciola, acusado de fraudes contra o sistema financeiro na crise de desvalorização do real de janeiro de 1999. O ministro acolheu um habeas-corpus com pedido de liminar dos advogados de Cacciola que havia sido protocolado no STF na última terça-feira.
Cacciola, ex-dono do Banco Marka, foi preso numa operação comandada pela Polícia Federal no dia 7 de junho em um spa onde descansava em Gramado (RS) e, em seguida, transferido para o Rio de Janeiro.
A prisão foi determinada pelo juiz da 6ª Vara Federal Criminal do Rio Abel Gomes com base no argumento de que o ex-banqueiro poderia fugir ou coagir testemunhas no processo da Justiça Federal em que é acusado de irregularidades na operação de socorro financeiro do Banco Central aos bancos Marka e FonteCindam em 1999. A ação do BC, que teria contado com a participação do ex-presidente do BC, Francisco Lopes, provocou, supostamente, um prejuízo de R$ 1,6 bilhão aos cofres públicos.
Ele foi detido no mesmo dia em que o economista Luiz Augusto Bragança, também acusado de participar da operação de fraude, foi preso. Cacciola e Bragança, libertado há duas semanas, foram denunciados pelo Ministério Público com mais 11 réus, entre eles Francisco Lopes, pelo Ministério Público por supostos crimes contra o sistema financeiro. A PF telefones de Cacciola e achou indícios de outros crimes, entre os quais lavagem de dinheiro.

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