Brasília - O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu ontem, a pedido do Ministério Público, um inquérito para investigar o senador Gim Argello (PTB-DF), que assumiu o mandato depois que Joaquim Roriz, titular da vaga, renunciou. O processo correrá em segredo de Justiça. O MP quer investigar indícios da prática de diversos crimes supostamente cometidos pelo senador, como apropriação indébita, lavagem de dinheiro, peculato e corrupção passiva.
O ministro Eros Grau relatará o inquérito. Cabe a ele autorizar todos os pedidos de diligência que forem feitas pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza. Caso os indícios se confirmem durante a investigação, o Ministério Público pode denunciar Gim Argello e pedir a abertura de uma ação penal contra o senador. Para que a ação seja aberta, porém, é preciso ter a anuência da maioria dos 11 ministros do Supremo.
A investigação sobre esse caso, que não foi revelado pelo procurador, começou em setembro do ano passado. O assunto chegou ao Supremo quando Gim assumiu o mandato de senador.
Além desse caso, Gim é também investigado por irregularidades apuradas na Operação Aquarela, da Polícia Civil do Distrito Federal, a mesma que levou Roriz a renunciar. O esquema consistia no saque ilegal de verbas públicas por organizações não-governamentais (ONGs) e instituições ligadas ao governo do DF. O nome e a participação de Argello e Roriz no esquema constariam de gravações telefônicas autorizadas judicialmente.
Gim Argello não quis se pronunciar sobre a decisão do STF. Ontem, no gabinete dele, a informação era de que ele não estava na Casa e quem falaria em seu nome era o advogado Maurício Corrêa.

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