STF abre ação contra 15 congressistas
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terça-feira, 06 de junho de 2006
Folhapress 
Campo Grande (MS) - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, determinou ontem a abertura de inquéritos criminais contra 15 parlamentares investigado na Operação Sanguessuga e manteve o nome de todos eles sob segredo de Justiça.
Relator dos inquéritos, Mendes acolheu todas as sugestões do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, de aprofundamento das apurações, ordenou a remessa dos documentos à Polícia Federal e deu 30 dias de prazo para que ela realize as diligências sugeridas, como a tomada de depoimentos.
Os 15 congressistas são suspeitos de possibilitarem, através de emendas ao Orçamento da União, que fossem realizadas licitações fraudulentas para a compra de ambulâncias superfaturadas por prefeituras.
A suspeita inicial é de prática de crimes como corrupção ativa e passiva, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.
A tramitação em segredo de Justiça foi pedida por Antonio Fernando. O objetivo é preservar a imagem do parlamentar, caso o inquérito seja arquivado sem o pedido de abertura da ação penal (denúncia), por falta de provas. Não há nenhuma decisão no sentido de informar a corregedoria da Câmara a lista dos parlamentares acusados.
O pedido de segredo de Justiça não é inédito. O procurador adotou a mesma medida no caso do mensalão, até que fosse formalizada a denúncia contra os 40 envolvidos no caso.
O procurador-geral busca indícios de envolvimento de outros parlamentares, contra os quais ainda não há indícios suficientes de conduta criminosa.
Em Mato Grosso, tramitam inquéritos contra empresários e assessores de parlamentares, que não têm foro privilegiado.
Mais cinco denúncias foram acatadas ontem pelo juiz da 2 Vara Federal de Cuiabá (MT), Jeferson Schneider. Com isso, chegam a dez os denunciados que vão enfrentar ações penais por lavagem de dinheiro, corrupção, crime contra lei de licitações e formação de quadrilha.
Entre os que tiveram denúncias acatadas ontem está Nívea Ribeiro, que até ser presa no início do mês era assessora da deputada Elaine Costa (PTB-RJ). O juiz analisa se aceita mais 71 denúncias.


