O ex-ministro da Previdência Social Reinhold Stephanes (PFL) não quer dar entrevistas até a próxima terça-feira, quando retorna de um retiro na fazenda de um velho amigo. Derrotado nas urnas este ano - com 37.160 votos, que não lhe asseguraram a reeleição como deputado federal - Stephanes vai digerir a inesperada derrota no interior de Goiás, bem longe da agitação de Brasília, pescando e refletindo.
Para a assessoria e amigos mais próximos, o ex-ministro avaliou que a própria reforma previdenciária, elaborada durante sua gestão no Ministério, o derrubou. ‘‘A classe média, base do meu eleitorado, não compreendeu a postura técnica adotada por mim durante a discussão da reforma’’, deixou dito para sua assessoria em Brasília, caso algum jornalista o procurasse ontem.
Stephanes fez 74 mil votos em 1994, dos quais 48 mil só em Curitiba. Logo depois de promulgado o resultado das eleições, foi convocado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para assumir o Ministério da Previdência. O ex-ministro Stephanes aceitou o desafio de mexer com pensões e aposentadorias e hoje enfrenta as consequências eleitorais. Sua assessoria em Brasília informa que ele não cogita, por enquanto, da possibilidade de retornar à função.
Pela manhã, antes de embarcar para Goiás, o ex-ministro da Previdência afirmou que respeita o resultado das eleições. ‘‘Procurei ser outro tipo de político, não o tradicional’’, disse por intermédio de sua assessoria. ‘‘Apresentar um novo modelo de previdência não é simpático, porque acaba com privilégios. Fui punido pela própria eficiência.’’ O ex-ministro é funcionário público aposentado da Prefeitura de Curitiba. (L.D)

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