Stephanes sugere nome de Emília na vice
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quinta-feira, 02 de julho de 1998
Leandro Donatti 
O deputado federal e ex-ministro da Previdência Reinhold Stephanes disse ontem, por telefone, de Brasília, que a melhor solução para o impasse criado em torno da chapa do governador Jaime Lerner (PFL) seria a vice-governadora Emília Belinati (PTB) abrir mão de concorrer ao Senado e voltar à condição de candidata à vice. Seria o melhor não só para Lerner, mas para o presidente Fernando Henrique Cardoso, que não ficaria constrangido em apoiar a reeleição de Lerner nem a candidatura de Álvaro Dias ao Senado, avaliou.
Segundo Stephanes, a sua desistência de concorrer ao Senado - espaço que disputou durante meses com o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (PFL) e com Emília -, para voltar à condição de deputado em busca da reeleição, foi para facilitar as coisas, que acabaram se complicando. Há também o veto expresso do PTB contra a permanência do ex-governador Paulo Pimentel como candidato a vice, comentou, numa referência às declarações do presidente nacional do partido, o senador José Eduardo de Andrade Vieira.
José Eduardo ameaçou anteontem romper acordo com o governador do Paraná, caso Lerner não desfaça a chapa e Pimentel permaneça na composição. A briga entre o senador e Pimentel vem desde a disputa de 90, quando ambos concorreram ao Senado, vaga que ficou com José Eduardo. De repente, o comando nacional do PTB também pode convencer a dona Emília a permanecer como vice e o governador lançar mão do Senado. Isso ajudaria para o fim das discussões, assinalou o ex-ministro.
Para Stephanes, o candidato do PSDB ao Senado, ex-governador Álvaro Dias, encontra-se em situação desconfortável. Para o Álvaro, isso é péssimo, porque ele fica sem palanque, disse. Se as duas candidaturas forem mantidas, o Álvaro poderá ser forçado a compor com o PMDB. Uma aproximação, mesmo que informal, com os peemedebistas traz reflexos na disputa pelo governo, que neste ano estará polarizada nas candidaturas de Lerner e do senador Roberto Requião (PMDB), conforme análise de Stephanes.


