Curitiba - O deputado estadual Stephanes Júnior (PMDB), que defende mudanças no PMDB de Curitiba, reagiu mal aos nomes anunciados pelo senador Roberto Requião (PMDB) para comandar a legenda na Capital. A eleição que definirá o novo comando ocorre no próximo domingo, às 10h30. Pela chapa de Requião, o senador ficaria na presidência do PMDB, ao lado de Rafael Greca, Doático Santos e Luiz Fernando Delazari, nomes que representam a continuidade na gestão da sigla. ''A visão que eu tenho é que se o Requião for o presidente ninguém tem voz. E chega de ditador'', afirmou Stephanes Júnior.
No domingo, o parlamentar ainda vai tentar colocar um nome de consenso no comando do partido, mas, se não houver acordo, ele defende o bate-chapa. ''Vou insistir para que Renato Adur seja o presidente do PMDB. Mas, se eles não concordarem, vamos montar uma chapa. Eu posso até perder, mas o partido não pode ficar do jeito que está hoje. É preciso abertura para novas lideranças'', disse ele.
Stephanes Júnior, ao lado de nomes como Orlando Pessuti e Milton Buabssi, tenta atrair o nome do ex-deputado federal Gustavo Fruet (PSDB), que é pré-candidato à Prefeitura de Curitiba nas eleições de 2012, mas enfrenta problemas dentro do PSDB. Os tucanos estão divididos entre Fruet e o apoio a Luciano Ducci (PSB), pré-candidato à reeleição no Executivo da Capital. Já o grupo encabeçado por Requião e Doático Santos já lançou o nome de Rafael Greca para o pleito do próximo ano e teria mais resistência à entrada de Fruet no partido.
''Eu não gostaria de falar pelo Gustavo Fruet. Mas acho que com essa chapa (de Requião), ele não vem para o PMDB'', disse Stephanes Júnior. Na eleição de domingo, todos os 45 nomes do diretório têm direito a voto, que ganha peso duplo quando o político cumpre mandato eletivo. Fruet, que já recebeu convites para migrar para legendas como o PDT de Osmar Dias e o PPS de Rubens Bueno, dará uma entrevista à imprensa hoje.

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