Stephanes priorizará pequenos
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sexta-feira, 23 de março de 2007
Gustavo Porto<BR>Agência Estado 
Brasília - O novo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse que vai cumprir a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para centrar suas ações ''nos produtores que não têm condições, para dar a eles a possibilidade de acesso à produção e ao mercado''. O ministro não considerou o pedido como um recado indireto à bancada ruralista e aos grandes produtores o fato de Lula afirmar que não fará um governo para os que gritam mais e os que estão na Câmara. ''Não penso assim, mas acho que a visão social que o presidente sempre teve é corretíssima'', opinou o ministro.
O nome de Stephanes sofreu resistências dentro da Comissão da Agricultura, que pretendia emplacar o deputado federal Moacir Micheletto (PMDB-PR) para o cargo. O ministro disse que não foram todos os deputados do setor os contrários ao seu nome e sim apenas alguns membros ''que tinham suas razões e eu vou respeitá-las; mas já estou mantendo contato com todos'', disse Stephanes. Ele prometeu governar com diálogo e ainda ouvir todos antes de tomar decisão. ''Sou reservado, tímido, mas tenho uma capacidade de conversar e de ouvir, principalmente.''
O ministro considerou ''contraditórias'' as informações de que o governador Blairo Maggi (PR-MT) teria vetado seu nome para o Ministério da Agricultura. Stephanes revelou que iria jantar com o governador ontem. ''Está tudo tranquilo e acho que minha posição é manter entendimento com todas as áreas, evidentemente sem esquecer a recomendação do presidente que é extremamente importante de olhar para os que mais precisam'', reafirmou Stephanes.
O ministro confirmou a manutenção de Silvio Crestana na presidência da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a pedido do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, com o apoio do ex-ministros Guedes e Rodrigues.
A bancada ruralista do Congresso boicotou a posse de Stephanes. Não foram os únicos a demonstrar descontentamento com a reforma ministerial do presidente. O PR, que pode perder a administração dos portos para o PSB, também não compareceu.


