Outro ponto que prejudica o equilíbrio financeiro da Previdência é o desvio de parte do orçamento da Seguridade Social para outros órgãos do Executivo e Legislativo. Segundo o advogado especialista em direito previdenciário, Fábio Lopes Berbel, são enormes as quantias de dinheiro retiradas em favor de ministérios como os da Fazenda, Desenvolvimento e Indústria e Comércio e Exterior. Distorções como essa e a falta de incentivo a novas contribuições não estão contemplados na reforma que tramita na Câmara.
O abismo entre a média de benefícios paga a servidores privados (R$ 374,89) e a servidores públicos (R$ 12.571, no caso do Ministério Público Federal), também muda pouco com a reforma. O secretário Reinhold Stephanes diz que a chamada ''reforma'' não passa de um ajuste, já que muda regras apenas para os servidores públicos. ''Dentro de cinco anos, o problema da Previdência voltará a ser discutido. A curto e médio o projeto original da reforma ainda poderia garantir redução em torno de 40% do déficit. Como está no momento, deve reduzir apenas 20%'', avalia. (V.N.)

mockup