O ex-ministro de Previdência Social e ex-presidente do Banestado Reinhold Stephanes, filiou-se ontem ao PMDB. Ele disse que é contra a privatização da Copel e criticou o governo do Estado. ‘‘Eu acho que o governo Lerner tem virtudes, mas cometeu muitos erros. Os problemas de caixa são os que mais estão pesando. A administração financeira do Estado não foi boa’’, analisou. Stephanes deixou o PFL depois de 21 anos.
O problema de caixa do Estado foi apontado por Stephanes como o principal motivo para a venda da Copel. ‘‘Eu dizia na época da privatização do Banestado que se o banco tivesse sido bem administrado nos últimos três anos, não precisaria ser privatizado. A Copel não é um banco e foi bem administrada. É muito complicado privatizar uma fonte básica de necessidade do Estado, que é a produção de energia’’, exemplificou.
Stephanes, deputado federal por quatro mandatos, perdeu a última eleição para o grupo do governador Jaime Lerner. ‘‘O partido mudou muito. Os dirigentes do PFL no Estado nada têm a ver com o perfil do partido’’, criticou ele. ‘‘Não me coloco hoje como oposição ao governo Jaime Lerner. Eu me coloco a favor de um novo programa para o Estado. A favor do futuro’’, discursou.
O senador Roberto Requião, presidente do diretório regional do PMDB, comemorou a entrada de Stephanes no partido. ‘‘Ele sempre foi um lutador, apesar de estar em outro partido. Hoje ele está decepcionado com a política estadual e nacional. É importante recepcioná-lo no PMDB’’, considerou.

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