Stephanes e Rossoni deixam votação nas mãos de suplentes
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sexta-feira, 15 de abril de 2016
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba - Os secretários de Estado da Administração, Reinhold Stephanes (PSDB), e da Casa Civil do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), anunciaram ontem que não vão se desincompatibilizar de seus cargos para assumir suas vagas de deputado federal. Recentemente, chegou-se a cogitar que ambos voltariam a Brasília, com o propósito de participar da votação da admissibilidade do processo de impeachment contra a presidente da República, Dilma Roussef (PT), neste domingo. Rossoni, aliás, garantiu o retorno ao ser empossado no Palácio Iguaçu, no dia 21 de março.
Em razão de ainda existir discussão jurídica em torno da posse do primeiro suplente da coligação, Osmar Bertoldi (DEM), que segue preso em Curitiba, suspeito de ter agredido a ex-companheira, o entendimento é de que Paulo Martins (PSDB), que já está exercendo o cargo, permaneça. Conforme a assessoria de imprensa de Stephanes, o voto deles seria o mesmo de Martins, isto é, favorável ao processo de impedimento.
"Meu posicionamento favorável ao impedimento é de conhecimento público", afirmou o secretário. "Além das razões éticas que me encaminham nessa direção e das implicações da presidente em atos contrários à Lei de Responsabilidade Fiscal, não há nenhuma condição de o governo federal, na configuração em que se encontra, reverter a situação desastrosa da economia brasileira", completou.
Rossoni também postou, em suas redes sociais, texto explicando que optou por acatar um pedido do presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, e dos deputados que compõem a bancada tucana na Câmara. "Para não corrermos o risco de perder um voto que pode ser decisivo para apagar essa página negra da história do Brasil, acatei a orientação. Sigo ao lado de todas as pessoas de bem que querem resgatar a dignidade dos brasileiros. Fora Dilma! Fora PT!", escreveu.


