O secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, e o futuro presidente do Banestado, Reinhold Stephanes, bateram o martelo ontem e anunciam hoje, durante reunião extraordinária do Conselho de Administração, a nova diretoria que vai levar o banco à privatização. Os nomes já foram apresentados ao governador Jaime Lerner (PFL), que avalizou as escolhas de Gionédis e de Stephanes, confirmadas no final de semana.
O vice-presidente do Banco do Rio Grande do Sul (Banrisul), José Evangelista de Souza, assume a vice-presidência do Banestado, no lugar de Aldo de Almeida Junior, que se desliga do Banco depois de ter sido anunciado com presidente. Evangelista de Souza vai comandar a privatização. A diretoria ocupada até então por Fausto Lacerda - Diretoria de Reestruturação e Privatização - será extinta. Lacerda também sai do Banco.
Alaor Alvim Pereira, que ameaçou pedir demissão em solidariedade a Almeida, fica. Ele sai da Diretoria Financeira e de Relações com o Mercado para ser transferido para a Diretoria de Controle, hoje ocupada por Nilton Hirt Mariano. Carlos Sebastiane, funcionário de carreira da Banestado Corretora, será nomeado diretor e passará a acumular o controle das áreas administrativa, de recursos humanos e de informática.
Valdemar Dante Borgaro fica com a Diretoria Financeira, função desempenhada por Alaor Alvim Pereira. Ricardo Khury, o filho do presidente da Assembléia Aníbal Khury (PFL), mantém-se na Diretoria de Crédito Imobiliário. Até o final da tarde de ontem, a Diretoria de Comercialização ainda não tinha um titular definitivo. A nova diretoria, cuja criação será anunciada hoje à tarde, foi idéia de Gionédis e de Stephanes.
Os dois passaram os últimos dias elaborando o plano de enxugamento da nova diretoria que de 13 titulares passa a contar com apenas sete. A posse dos novos diretores e do ex-ministro da Previdência foi alterada novamente. Dessa vez, para segunda-feira, dia 25. A data inicial da posse, anunciada pelo Palácio Iguaçu na confirmação de Stephanes no cargo, era o dia 20. Na semana passada foi adiada para o dia 21.
O Conselho de Administração não sofre mexidas. Stephanes e Gionédis confirmam hoje a manutenção de Carlos Alberto Pereira de Oliveira, Celso Sabóia, Honório Hungria, Guntolf Van Kaick e Zinara Nascimento como conselheiros.
Na semana passada, chegou-se a cogitar demissão coletiva dos atuais diretores, idéia que acabou refluindo. Foram abertas duas exceções, para Ricardo Khury e Alaor Pereira. Mas mantidas as demissões de Osvaldo Batata (Operações), Gabriel Nunes Pires Neto (Câmbio e Operações Internacionais), Valdemar Cequinel (Produtos e Serviços, e Recursos Humanos), José Carlos Galvão (Informática), Elio Panato (Crédito Rural) e Nilton Hirt Mariano (Controle).
A Folha apurou que o ex-diretor do Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge) e do Credireal Enio Botelho vinha sendo convidado por Stephanes e Gionédis até a última sexta-feira. No final de semana, o técnico descartou qualquer possibilidade de aceitar o cargo, que passa a ser respondido por José Evangelista de Souza. Essa foi a segunda vez que Botelho recusou o convite. Na primeira, alegou que não havia tempo hábil para a privatização. No final de semana, alegou problemas familiares.

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