Stephanes cogita alterar leis que 'emperram' projetos
Curitiba - Ao ser empossado na chefia da Casa Civil, ontem, Reinhold Stephanes (PSD) elegeu a burocracia como a inimiga ''número 1'' da gestão pública. Ele disse que irá impulsionar os projetos do governo do Paraná, nem que seja preciso alterar portarias, decretos e leis em vigor. ''Para acelerar as obras da Copa, o governo federal flexibilizou o regime de contratação. Só que ao invés de fazer isso para todo o País, fez só para alguns projetos'', reclama.
Após deixar a Câmara Federal, Stephanes se posiciona como um facilitador, disposto a articular em nome de Beto Richa (PSDB) junto ao governo federal. Também promete ''queimar etapas'' dentro da administração estadual. ''Se algo tiver que tramitar por quatro ou cinco secretarias, vou ter uma equipe encarregada de fazer isso ocorrer simultaneamente. Não quero mandar processos para a Procuradoria Geral do Estado (PGE), mas ter um procurador na mesa ao meu lado'', explicou Stephanes.
Nas duas semanas em que esperou pela nomeação na Casa Civil, o político ''adiantou'' projetos que considera essenciais. A dragagem do Canal da Galheta, por exemplo, fez com que ele se reunisse com a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA). ''Discutimos melhorias operacionais, ampliação e projeções para o futuro. O atual presidente da APPA (Luiz Henrique Dividino) é capaz, tem um planejamento executável, mas depende do governo federal. Tem obra simples, que em cinco dias pode ser feita, mas cuja licença ambiental demora seis meses'', apontou o político.
Nessa pressa para impulsionar ''50 projetos estratégicos'', Stephanes deixou de lado os contratos de gestão tão propalados por Beto Richa como a marca do seu governo. ''Já conversei com a equipe e vi os relatórios. Faremos uma reunião assim que possível para eu me inteirar melhor desse assunto'', disse Stephanes para a FOLHA. Caberá a ele divulgar os resultados dos contratos firmados em 2012 e renovar o plano de metas, vencido faz dois meses.
Durante o ano passado, equipes de monitoramento da Casa Civil acompanharam 194 projetos, subdivididos em 299 metas programáticas. FOLHA apurou que a divulgação desses números não foi feita antes em virtude da reforma do secretariado. Isso daria tempo, para que os novos membros do primeiro escalão, nomeados agora em fevereiro, pudessem assinar as novas metas desejadas por Beto Richa. Stephanes ainda não foi comunicado, mas a intenção do governo até antes da sua posse era reduzir pela metade o número de projetos. (J.L.J.)





