Arquivo FolhaDisputaà vistaStephanes: ministro poderá ser candidato ao Senado. Ou ao governoO ministro da Previdência, Reinhold Stephanes (PFL), disse ontem em Curitiba que só a filiação do governador Jaime Lerner (PDT) no PFL garante apoio ‘automático’ do partido à sua reeleição em 98. ‘‘Se o ingresso no PFL não se concretizar, teremos que fechar questão somente mais tarde. Há um desejo do partido de lançar candidatura própria e isso não pode ser ignorado’’, adverte o ministro.
Stephanes não descarta a possibilidade de ele próprio ser o candidato ao governo, caso Lerner não esteja no partido. Com o governador no PFL, o ministro já se coloca como pré-candidato ao Senado. ‘‘Me parece quase natural que o apoiemos na reeleição, desde que esteja no PFL. Caso contrário, precisamos saber para aonde ele (governador) vai e os apoios que nos oferecerᒒ, avalia.
O ministro da Previdência entende que a permanência de Lerner no PDT, ou a transferência para outra sigla que não seja o PFL, obriga o partido a fazer uma reavaliação de todo o processo. ‘‘Temos de ser consequentes e, dependendo do que Lerner decidir, tomaremos posição’’, condiciona.
O ministro diz que a possível disputa com o chefe da Casa Civil, Rafael Greca, e com a vice-governadora Emília Belinati - também postulantes ao Senado - não o incomoda. ‘‘Estou despreocupado com isso porque não há candidato natural ao Senado, como ocorre na disputa pelo governo do Estado’’, observa.
Segundo ele, a maneira mais conveniente para se avaliar qual dos pré-candidatos tem melhor condição de concorrer em 98 ao Senado é deixar a escolha do nome para mais perto do período eleitoral. ‘‘É tudo uma questão da gente discutir com calma’’, defende Reinhold Stephanes.

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