Curitiba - A Oposição na Assembléia Legislativa conseguiu aprovar ontem o requerimento do deputado Douglas Fabrício (PPS) no qual é solicitada a presença na Casa do presidente da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Stênio Jacob. Ele quer explicações sobre os supostos indícios de irregularidades em contratos entre o Governo do Estado, através da Sanepar, e empresas responsáveis por obras de saneamento no Litoral. A data da visita ainda será marcada.
A Oposição conseguiu aprovar o requerimento do pepessista com o apoio de 20 parlamentares, contra 19 votos da base governista. O líder do Governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), alega que os pedidos de informação poderiam ser encaminhados diretamente a ele, que em seguida se responsabilizaria por levantar os dados e entregá-los aos parlamentares. Romanelli acredita que, assim, os governistas poderiam construir uma ''relação civilizada'' com a Oposição.
Os indícios de irregularidades na Sanepar começaram a surgir, segundo o líder da Oposição, Valdir Rossoni (PSDB), depois de declarações recentes de integrantes do próprio Executivo, feitas à imprensa. Anteontem, Rossoni também apresentou no plenário o que seria uma suposta falsa apólice pertencente à Sanepar e a uma empresa contratada pelo Estado para realizar obras no Litoral.
Ontem, Romanelli explicou que, em dezembro de 2004, a Sanepar, ao constatar que se tratava de um documento falso, teria enviado uma notificação extrajudicial à seguradora. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Sanepar, que também distribuiu uma nota de esclarecimento sobre o caso. A falsificação, ainda segundo Romanelli, teria partido do corretor de seguros, que teve que responder a um inquérito policial sobre o caso, aberto pela Sanepar. Romanelli também acrescentou que a apólice era relativa apenas a ''riscos de engenharia'' e, portanto, só poderia ser acionada exclusivamente para cobrir eventuais prejuízos decorrentes da execução da obra.
Rossoni afirma que a Sanepar, ao tomar conhecimento da falsificação, deveria ter rescindido o contrato com a empresa responsável pelas obras e ter feito denúncia ao Ministério Público.
A bancada governista também derrubou ontem, por 22 votos a 20, o requerimento que solicitava as cópias das apólices dos seguros contratados para as obras da Sanepar desde 2004.

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