Brasília - O líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, disse acreditar que o governo de Dilma Rousseff terá mais condições políticas do que teve a administração atual de fazer a reforma agrária avançar e de atender a outras demandas do setor. As informações são da Agência Brasil. ''O Lula ganhou as eleições em um quadro de composição de forças muito adversas. Agora, eu acho que há uma composição de forças mais favorável a um programa de centro-esquerda'', ressaltou Stédile.
Para o MST, entre as questões emergenciais para as quais o MST espera atuação mais efetiva do futuro governo, está o das 100 mil famílias acampadas em beira de estrada, ''passando todo tipo de dificuldade, que precisa ter solução imediata''.
O fortalecimento da agricultura familiar é, segundo Stédile, outro ponto que merece atenção da presidente eleita. ''Há o confronto permanente entre dois modelos de agricultura.''
Caso as expectativas dos movimentos sociais não encontrem eco no novo governo, Stédile acredita que os trabalhadores rurais irão se organizar para reivindicar avanços. ''As lutas sociais vão se desenvolvendo em função dos problemas''. O MST manifestou esperança em relação aos governos eleitos nos estados. Segundo o Stédile, em breve os novos governadores serão procurados para tratar das demandas da população do campo.

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