Curitiba - O deputado federal Dilceu Sperafico (PP-PR), que exerce o quarto mandato na Câmara Federal, foi eleito ontem coordenador da bancada paranaense em Brasília. Sperafico, advogado e agropecuarista da região Oeste, fica responsável por administrar os interesses do Estado junto à bancada de parlamentares.
Alex Canziani (PTB), que também tinha interesse na coordenação, deve permanecer como adjunto durante um ano, em composição com Sperafico - que tem bom trânsito entre a bancada e junto ao governo federal. Sperafico venceu a disputa com Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), que está ainda no primeiro mandato.
Há nove anos não havia eleição para coordenador da bancada. Os deputados resolveram então reverter essa situação e estabelecer uma espécie de rodízio, com eleição, a princípio, anual. Canziani, defensor dessa tese, disse que a partir de agora o coordenador da bancada deve ficar apenas um ano no posto, sem reeleição.
Dilceu Sperafico substitui Chico da Princesa (PR-PR) na função, que havia assumido há dois anos, depois que José Borba (PMDB-PR) renunciou no embalo das denúncias do chamado ''mensalão''. Borba comandou a bancada por cerca de seis anos.
O Paraná tem a sexta maior bancada da Câmara. A maior é a de São Paulo, com 70 parlamentares, seguida por Minas Gerais (58), Rio de Janeiro (46), Bahia (39), Rio Grande do Sul (31) e Paraná (30).
A missão do coordenador de bancada é cuidar dos interesses comuns dos parlamentares do Estado. Ontem mesmo os paranaenses debateriam o PPA, Plano Plurianual de investimentos. Também serão discutidas as emendas ao Orçamento da União para o próximo ano, que precisa ser votado até o fim do ano. A princípio, os parlamentares têm R$ 11,5 bilhões para emendas (R$ 3 bilhões para as individuais e R$ 8 bilhões para as coletivas).
Cabe também ao coordenador fazer o meio-de-campo entre os representantes do Estado e o governo federal, articulando audiências com ministros, por exemplo. ''A preocupação é atender as reivindicações do Estado'', disse Sperafico à FOLHA.
Sobre a multa de R$ 5 milhões mensais que o Estado para à Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - pelo não-cumprimento do contrato de compra de títulos públicos entre o Paraná e o Banestado (comprado pelo Itaú) - Sperafico adiantou que pretende dar continuidade ao trabalho para reverter a multa. Ele acredita que a questão deveria ser resolvida no Senado, onde aguarda votação um projeto de resolução para encerrar a punição.

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