Sérgio Spada (PSDB), único dos 54 deputados a faltar no primeiro dia da votação, chegou à Assembléia somente ontem, por volta das 10h30. Ele desapareceu anteontem, apesar de ter firmado compromisso com o partido de votar contra a venda da estatal.
Nervoso, justificou que estivera indeciso quanto ao voto por causa da instabilidade criada com a saída do senador Osmar Dias do PSDB e a suposta intervenção no diretório estadual. ''Havia uma preocupação em perder espaço. Pensei em não comparecer ao plenário visando meu futuro político, mas resolvi mudar de idéia e cumprir minha obrigação'', declarou, garantindo que votará favorável ao projeto popular.
Ele disse que se manterá aliado da oposição em função do ''apelo dramático'' dos senadores Alvaro e Osmar Dias, por quem teria sido ''insistentemente procurado''. Foi aplaudido pelas galerias.
Mesmo assim, foi duramente criticado por Ângelo Vanhoni (PT). Em discurso, Vanhoni disse que o tucano estava tentando enganar a população. ''Ele não está sendo fiel com todos nós. Ele só tomou essa posição agora porque tem certeza que, com um empate, Hermas Brandão irá garantir o voto de minerva e derrubar o projeto de iniciativa popular'', acusou.
Para o petista, a obrigação de Spada era acompanhar desde o início do processo de votação do projeto de lei. ''O senhor não teve coragem. Não foi firme''. Vanhoni lembrou que, caso o deputado estivesse presente na sessão, o projeto de Divanir Braz Palma (PST), suspendendo por 90 dias a privatização da Copel, teria sido aprovado. (L.P.)

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