A Câmara Municipal de São Paulo deve adiar a votação sobre o impeachment do prefeito Celso Pitta (sem partido). O presidente da Câmara, Armando Mellão (sem partido), afirmou na semana passada que pretendia pôr o relatório final da Comissão Especial do Impeachment em votação até amanhã, mas a nova previsão é de que o início do processo seja discutido na quinta-feira.
Oficialmente, Mellão terá de aguardar esse prazo porque o relatório que propõe transformar as denúncias apresentadas pelo PT em acusações ainda não foi publicado no ‘‘Diário Oficial’’ do Município. Nem os vereadores a favor e tampouco os contrários ao início do processo de impeachment têm os 33 votos necessários. Sem esse número mínimo, o processo não será aceito, nem arquivado.
Ficaria pendente de votação e poderia transformar-se numa arma para prolongar a crise política imposta ao Executivo. Os vereadores que defendem o impeachment admitem não ter o número de votos necessário. ‘‘Não dá para colocar o relatório em pauta para sofrer uma derrota e correr o risco de ficar isolado nesse processo todo’’, afirmou um parlamentar.
Desde o fim da semana passada Pitta assumiu pessoalmente as negociações com os parlamentares que integram a suposta base governista. A intenção do prefeito é retomar o diálogo com os vereadores e tentar impedir o início do processo que pode terminar com o seu afastamento.

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