A prefeitura de Londrina informou ontem que vai cobrar da empresa SP Alimentação a diferença de valor entre as carnes previstas no fornecimento de merenda escolar (patinho, coxão mole e coxão duro) e a que foi utilizada no final de 2008 (fraldinha de diafragma - corte tipo lombinho). A informação foi passada ao final de reunião, ontem à tarde, entre representantes das secretarias de Gestão Pública, Educação e Sa© úde. Levantamento feito pela FOLHA em açougues de Londrina indicam que o quilo das três carnes que deveriam ser usadas custa entre R$ 10 e R$ 15 - já da carne ''irregular'' não chega a R$ 6. As secretarias formaram ontem uma comissão que vai acompanhar a execução do contrato e elaborar um estudo sobre a viabilidade da municipalização da merenda.
Segundo o gestor de contratos da Secretaria de Gestão Pública, João Carlos Perez, a comissão vai apurar a quantidade de fraldinha de diafragma servida na merenda e comparar com o valor das outras carnes.
''Pagamos pela carne que estava no contrato e vamos cobrar a diferença. Além disso, vamos verificar como estão os outros itens do contrato'', afirmou.
O Procurador do Município e secretário de Gestão Pública, Nilso Paulo da Silva, acrescentou que a empresa será ''penalizada'' pela troca da carne. ''Nós notificamos a empresa e ela tem 30 dias para se defender. A infração contratual foi constatada e a penalização vai ser definida a partir da defesa da SP'', afirmou. As penas previstas vão do pagamento de multa à rescisão do contrato.
A coordenadora regional da SP Alimentação, Tereza Cristina Thomazin, disse ontem que ainda está procurando a notificação que a empresa alega ter encaminhado para a prefeitura informando sobre a troca do alimento. ''O que posso garantir é que as fichas técnicas de todos os alimentos são enviadas para a prefeitura.'' O contrato, no valor de R$ 10,4 milhões, vale até outubro. (F.C.)

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