Soma de fatores fez quadro mudar em Londrina e Foz
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segunda-feira, 02 de outubro de 2000
Patrícia Zanin De Londrina 
O consultor da Pesquisa Folha, professor Alexandre do Espírito Santo, atribuiu ontem a uma soma de fatores a derrota do candidato do PSDB à Prefeitura de Londrina, Luiz Carlos Hauly. O tucano, que era líder nas pesquisas de opinião, não decolou. O segundo turno será disputado entre os candidatos do PT, Nedson Micheleti, e do PDT, Barbosa Neto.
Para Espírito Santo, a falta de Hauly ao debate da CNT/TV Tropical, ocorrido na quarta-feira passada, aliada ao nervosismo do candidato no debate da Rede Globo/TV Coroados na quinta-feira, além do apoio da Igreja Católica à candidatura petista podem ter contribuído para uma migração dos votos do tucano para Nedson.
Na opinião do consultor, o fato de Nedson ter feito uma campanha sem ataques também pesou para seu crescimento. Além do mais, ele é um homem sem mancha, sem mácula social, além de ser do PT, partido que tem crescido, avaliou. Ele disse ainda que o apoio da Igreja Católica à candidatura petista pode ter sido decisivo, além do fato de a população se identificar com novas lideranças.
Espírito Santo também comentou sobre Foz do Iguaçu, onde a Pesquisa Folha apontava o candidato do PSDB Sérgio Spada na frente quando as urnas mostraram vitória do candidato que estava em segundo Sâmis da Silva (PMDB). Ele avaliou que os que rejeitavam o tucano 30% do eleitorado muito provavelmente migraram para o Sâmis. Além disso, disse que 30,1% dos consultados em Foz admitiam a possibilidade de mudar de voto. O eleitor que ia descobrindo os defeitos e o que não gostava do Spada muito provavelmente migrou para o Sâmis, disse Espírito Santo.
A Folha fará novas rodadas de pesquisa nos três municípios com segundo turno: Curitiba, Londrina e Maringá.


