Solidariedade lança campanha pró-impeachment
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quarta-feira, 11 de março de 2015
Aguirre Talento, Gabriela Guerreiro e Márcio Falcão<br>Folhapress 
Brasília - O Solidariedade, partido do deputado Paulinho da Força (SP), vai lançar hoje uma campanha pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. É a primeira campanha oficial que um partido lança pela saída de Dilma. Paulinho é um dos mais ferrenhos adversários da presidente e comanda a Força Sindical, central de trabalhadores. O deputado afirmou que encomendou estudos com teses jurídicas sobre o afastamento da presidente, que fundamentariam o impeachment. Segundo ele, o partido quer fazer uma consulta popular sobre o afastamento, com o objetivo de dar força à tese. O anúncio da campanha será na liderança do Solidariedade em Brasília.
A reportagem apurou que Paulinho já teve conversas sobre o assunto com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que tem mostrado um crescente descontentamento com o Palácio do Planalto.
PSDB
O PSDB avalia que, por enquanto, não há elementos para um pedido de impeachment. Na segunda-feira, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que "não adianta nada tirar a presidente". O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) - ex-candidato a vice na chapa de Aécio Neves - também disse ser contra o impeachment. O tucano afirmou que prefere ver a petista "sangrar" nos próximos quatro anos, quando encerrará o seu segundo mandato. "Não quero que ela saia, quero sangrar a Dilma, não quero que o Brasil seja presidido pelo Michel Temer (PMDB)", disse Nunes Ferreira. Ele é defensor dos protestos agendados para este domingo. O senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente nacional do partido, afirmou ontem que o PSDB dá apoio "irrestrito" aos atos antigoverno e estimula seus militantes a comparecerem, mas que ele próprio não estará nas ruas. Para o senador, o apoio da sigla às manifestações não pode ser entendido como um apoio aos pedidos de impeachment de Dilma. "Não (é um apoio ao impeachment). Não proibimos nem estamos proibidos de dizer a palavra impeachment. Ela apenas não está na agenda do PSDB. Essa não é, nesse momento, a agenda do PSDB."


