Doze governadores deixaram de comparecer ontem à cerimônia de posse do presidente Fernando Henrique Cardoso. Desses, sete são de partidos de oposição ou se anunciaram oposicionistas, como o de Minas, Itamar Franco, do PMDB. Segundo o cerimonial do Palácio do Planalto, todos eles foram convidados e constavam da lista inicial de 1.097 convidados - dos quais compareceram cerca de 500, de acordo com a segurança.
Das cerca de 700 cadeiras colocadas à disposição dos convidados no Salão Nobre, cerca de 200 não foram ocupadas. No local reservado aos chefes dos Poderes, foi retirada a cadeira destinada ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello.
O ex-governador de Minas Eduardo Azeredo (PSDB), que não se reelegeu e pleiteia um cargo no governo, foi o único dos que deixaram o governo que ontem esteve presente entre os convidados.
O cerimonial do Palácio do Planalto colocou os governadores na terceira fila, em duas alas, atrás das mulheres dos ministros que tomaram posse ontem e de alguns ex-ministros, como Gustavo Krause e Raimundo Brito. Na primeira fila, bem de frente a FHC, na primeira cadeira, estava a mulher do chanceler Luiz Felipe Lampreia, Lenir, tendo ao lado a mulher do ministro da Fazenda, Catarina Malan.
Também na primeira fila, bem ao lado dos secretários de Estado empossados, estava o ex-presidente José Sarney - pai do ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho. Do lado esquerdo de FHC, na primeira fila, ficaram os seus filhos Paulo Henrique (sem a namorada, a socialite Evangelina Seiler) e Beatriz com os respectivos netos Joana, Helena, Pedro e Júlia. A filha Luciana Cardoso ficou na segunda fila, com a neta Isabel, tendo ao lado a única irmã viva de FHC, Gilda. Na mesma fila, os parentes do vice-presidente Marco Maciel.
Dois dos coordenadores da campanha da reeleição, Eduardo Jorge Caldas (sem cargo) e Euclides Scalco (presidente da Itaipu), ficaram lado a lado, com suas mulheres Lídice e Therezinha, no canto esquerdo do salão, logo atrás do arcebispo de Brasília, d. José Freire Falcão.
Os líderes governistas no Congresso ocuparam duas filas do lado esquerdo. Mais atrás estavam os integrantes do segundo escalão - inclusive presidentes de estatais. Na última fila, vários amigos de FHC do tempo de universidade. Do lado oposto, atrás de uma pilastra e em meio aos empresários convidados, estava o ex-ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros e o ex-presidente do BNDES André Lara Resende - ambos vítimas de grampo telefônico. Eles compareceriam mais tarde ao Palácio da Alvorada, para um jantar ‘‘íntimo’’ para 114 convidados.
Estavam presentes na posse os governadores dos seguintes Estados: Santa Catarina, Piauí, Espírito Santo, Paraíba, Ceará, Mato Grosso, Goiás, São Paulo (vice), Pernambuco, Pará, Maranhão, Bahia, Distrito Federal, Sergipe e Paraná.

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