O empresário Fausto Solano Pereira, dono da corretora Boasafra, aplicou o dinheiro que informou ter recebido do ‘‘sr. Ren꒒, antes de tirar o que disse lhe ser devido e repassar o restante para pessoas que não conhecia por meio de 50 cheques. O ‘‘sr. Ren꒒ foi o personagem misterioso da investigação da CPI dos Títulos Públicos. Na semana passada, o Banco Central informou à CPI que no dia 24 de outubro de 1996, ao receber o cheque de R$ 9,7 milhões da empresa ‘‘laranja’’ IBF Factoring Fomento Comercial, Fausto Solano aplicou os recursos no fundo de investimento Faq Curto Prazo, administrado pelo Bradesco.
Em depoimento à CPI dos Títulos Públicos, Fausto Solano Pereira informou que o cheque da IBF foi depositado em sua conta por um tal ‘‘Ren꒒, que disse não conhecer. Solano Pereira explicou que tinha recursos no exterior que precisava trazer com urgência ao Brasil. Por essa razão, aceitou o cheque de R$ 9,7 milhões dado pelo ‘‘sr. Ren꒒, um doleiro. Deste total, tirou apenas R$ 1,8 milhão do que tinha no exterior e repassou o restante para pessoas e empresas que o próprio ‘‘Ren꒒ indicou.

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