A diretora de Fiscalização do Banco Central, Tereza Grossi, e o presidente da instituição, Armínio Fraga, vão depor hoje na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para explicar o socorro ao Banco Marka, ocorrido em 1999. Os depoimentos no Senado fazem parte da estratégia do governo federal para evitar a abertura de uma nova CPI para investigar um suposto esquema de vazamento de informações privilegiadas comandado pelo ex-presidente do BC Francisco Lopes.
O assunto voltou à tona há três semanas. Uma reportagem da revista ‘‘Veja’’ diz que Lopes foi chantageado para socorrer o Marka. Tereza Grossi é considerada testemunha-chave porque participou diretamente do socorro ao Banco Marka. Em 1999, ela chefiava interinamente o Departamento de Fiscalização do BC. Na CPI dos Bancos, os senadores já descobriram que Tereza encomendou uma carta à Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) para justificar o socorro.
A diretora do BC irá apresentar à CAE uma informação que, aparentemente, contradiz a reportagem da ‘‘Veja’’. Em checagem preliminar, os fiscais do BC descobririam que o número apontado como sendo de uma conta bancária do Pactual Overseas é, na verdade, apenas o código de compensação bancária do Bank of New York no Fed (Federal Reserve, o BC dos Estados Unidos).

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