Sócio de ministro pede demissão da prefeitura
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sexta-feira, 09 de dezembro de 2011
<br> Agência Estado <br> 
Belo Horizonte - O sócio do ministro Fernando Pimentel na empresa P-21 Consultoria e Projetos, Otílio Prado, deixou ontem o cargo que ocupava na Prefeitura de Belo Horizonte. No pedido de exoneração aceito pelo prefeito Márcio Lacerda (PSB), ele afirma que pretende evitar ''constrangimento indevido'' à administração municipal. Lacerda teria pressionado Otílio a deixar a função de assessor para tentar blindar sua gestão das denúncias sobre os serviços prestados pela empresa de consultoria. Oficialmente, no entanto, a decisão de deixar o cargo na administração municipal foi do próprio sócio de Pimentel.
Um aliado relata que Otílio se sentiu especialmente atingido quando foi divulgada a informação de que uma empresa de seu filho, Gustavo Prado, seria uma das clientes da P-21 e teria recebido dinheiro da construtora HAP Engenharia, que tem contratos com a Prefeitura de Belo Horizonte.
A carta de demissão foi enviada na tarde de ontem a Lacerda, mas a exoneração só deve ser concretizada hoje, uma vez que é feriado municipal na capital mineira. No texto, Otílio avalia que ''inexiste incompatibilidade'' entre o cargo exercido na prefeitura e sua participação na P-21. Mesmo assim, ele pede para deixar o cargo.
''Não quero de nenhuma forma criar constrangimento indevido à figura do prefeito (...) e tampouco causar prejuízo à imagem desta administração e também à figura do ministro Fernando Pimentel'', afirma, em um trecho da carta. Otílio alega que tinha participação discreta na sociedade e que ''toda a atividade da empresa P-21'' era exercida por Pimentel, pois os serviços abrangiam ''questões afetas à expertise detida pelo ex-prefeito e atual ministro''. O sócio de Pimentel confirma que contribuiu apenas com o capital da empresa até novembro de 2010, quando passou a ser sócio-gerente da P-21. Nesse momento, no entanto, a empresa já se encontrava inativa, segundo Otílio.
Pimentel é alvo de denúncia divulgada pela imprensa de que sua empresa, a P-21 Consultoria e Projetos, teria faturado mais de R$ 2 milhões com consultorias entre 2009 e 2010. Uma reportagem de ''O Globo'' sugere tráfico de influência da consultoria do ministro em licitações da prefeitura de Belo Horizonte.


