Sócio da Mercoluz
nega irregularidades
e ligação com Janene
O empresário Antonio Alcântara Filho, sócio-proprietário da Mercoluz, negou que a empresa tenha ligação com o deputado federal José Janene (PPB). ‘‘Não tem nada a ver com o Janene’’, afirmou. Questionado sobre o fato de a empresa funcionar num imóvel da família do deputado, ele disse que o prédio é alugado. ‘‘Temos contrato de locação. E a Mercoluz não nasceu aqui na (Rua) Fernando de Noronha’’, assegurou.
Alcântara admitiu, no entanto, que tanto ele quanto o sócio foram funcionários de Janene na Eletrojan; e que ambos compraram parte da empresa junto ao deputado. ‘‘Mas quando (a Eletrojan) fechou, montamos outra. Você nem deveria colocar isso (na reportagem)’, sugeriu.
Sobre o fato de um caminhão de campanha de Janene estar sempre estacionado no barracão da Mercoluz, Alcântara disse que é um ‘favor’ que presta ao deputado. ‘‘A gente deixa guardar porque ele diz que não tem onde deixar’’.
Alcântara disse ainda que o fato de a empresa estar supostamente ligada ao deputado não influenciou a escolha da Mercoluz nas concorrências que participou na Comurb. Também negou que as licitações tivessem sido direcionadas. ‘‘Em hipótese alguma. Vencemos pelo preço mais acessível’’.
O empresário informou, no entanto, que em três licitações vencidas na Comurb, o trabalho foi iniciado e depois suspenso pela própria companhia, que alegou ‘motivos técnicos’. ‘‘Tenho por escrito, da Comurb, pedido para a suspensão temporária da obra. Os serviços serão realizados tão logo sejam liberados’’.
Os casos apontados pelo empresário seriam a iluminação interna e externa do Bosque (a externa foi realizada este mês) e também a instalação do transformador KVA no pátio do prédio da Comurb. ‘‘Começamos a fazer e depois a adequação da rede não era suficiente para a potência da obra’’, afirmou. Ainda segundo ele, a empresa já recebeu por todos os serviços contratados, inclusive aqueles que ainda não foram realizados.
Sobre o fato de o sócio Luiz Yutaka ter assinado os projetos básicos da prefeitura, ele defendeu que esses projetos – que têm o timbre da prefeitura – foram feitos depois que o serviço foi contratado, e não antes. ‘‘A Copel exige que o projeto enviado a ela seja assinado pelo engenheiro responsável da obra, com RT (responsabilidade técnica) e tudo. Isso após a realização da licitação’’.
Já sobre o caso do serviço de decoração natalina do ano passado – e outros vencidos pela Mercoluz –, Alcântara disse que a empresa participou como convidada das licitações, entregou os documentos necessários e assinou todos os contratos. ‘‘Se faltam documentos (no Ministério Público), não sei o motivo’’, apontou. (L.H.)

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