Brasília - O sócio da corretora Bônus-Banval, Enivaldo Quadrado, afirmou ontem à CPI dos Correios que passava informações de investimentos para Marcos Valério Fernandes de Souza e que o publicitário levava essas informações a fundos de pensão. É a primeira vez que o nome de Valério aparece ligado diretamente a esses fundos. ''O que o Marcos Valério pediu a mim foi para mostrar a ele investimentos de boa qualidade. Tenho que fazer justiça: foi para que ele mostrasse aos fundos de pensão'', disse Quadrado.
Antes, a suspeita dos integrantes da CPI sobre o uso dos fundos de pensão para financiamento de esquemas de corrupção recaia sobre Luiz Gushiken, da Secretaria de Comunicação e Gestão Estratégica. Agora, os oposicionistas da CPI acreditam que a Bônus-Banval usava intermediários para a compra de títulos da carteira de fundos abaixo do valor de mercado. Depois, revenderiam esses papéis pelo valor real e a diferença seria computada no esquema que tinha como operador Marcos Valério.
Marcos Valério negou ontem investimento na Bônus-Banval.

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