Sócia ou acionista não é fonte vedada
Curitiba - Por meio de sua assessoria de imprensa, Beto Richa justificou que todas as doações de campanha são públicas, foram declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral na prestação de contas. "O governador rechaça qualquer possibilidade de irregularidade ou ilegalidade." Já Gleisi Hoffmann disse, em nota, que não recebeu doação de concessionárias de pedágio em nenhuma das eleições disputadas, razão pela qual suas prestações "sempre foram integralmente aprovadas". Na mesma nota, a petista cita trecho de um despacho de 2013 do Tribunal Superior Eleitoral, no qual a ministra Nancy Andrighi escreve que "a doação efetuada por sócia ou acionista de outra empresa concessionária ou permissionária de serviço público não configura doação recebida de fonte vedada".
Sobre os R$ 15 mil recebidos de Joel Malucelli, ligado à Rodonorte, Roberto Requião explicou, também via assessoria, que o valor se refere ao aluguel de uma casa, de propriedade do empresário. O imóvel teria sido utilizado como comitê eleitoral tanto pelo peemedebista como pelo seu sobrinho, o deputado federal João Arruda (PMDB-PR), que é genro de Malucelli.
A assessoria de Valdir Rossoni, por sua vez, alegou que ele estava em viagem pelo interior do Estado, motivo pelo qual não foi localizado. A FOLHA tentou contato com os outros quatro membros da AL citados no relatório. Destes, apenas Evandro Junior foi encontrado. "Estava respaldado pela lei em vigor, que dizia que eu poderia receber (recursos) de qualquer pessoa jurídica. E na época, disputava minha primeira eleição. É diferente do cara que já é deputado." (M.F.R.)





