Sobrinho deve permanecer na Cohapar
Curitiba - Pelo menos mais um parente do governador Roberto Requião (PMDB) poderá se manter empregado depois da súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal (STF) que veda a contratação de familiares na administração pública. João José Arruda Júnior, que é superintendente de Relações Comunitárias na Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) e sobrinho do governador, poderá ter sua permanência no cargo discutida na Justiça. Isso porque, como a Cohapar é uma empresa de economia mista, ainda há dúvidas se a súmula se aplicaria a esses casos. Já o produtor da TV Educativa e também sobrinho do governador, Paikan Salomon de Mello e Silva, a princípio deve deixar o cargo.
Na mesma situação está Nelson Pessuti, irmão do vice-governador Orlando Pessuti. Ele é membro do Conselho Fiscal da Companhia Paranaense de Energia (Copel), outra empresa de economia mista. ''Nesses dois casos há a possibilidade de o STF considerar que são cargos de confiança dos acionistas e não do governo do Estado'', avalia o professor de direito constitucional da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Egon Bockmann Moreira.
Ambos são citados na ação civil pública declaratória de nulidade de ato administrativo movida pelo Ministério Público (MP) contra o Estado. ''O juiz vai ter que examinar diante da súmula e determinar se o texto atinge ou não esses casos'', antecipa o promotor Moacir Gonçalves Nogueira Neto, coordenador do Centro de Apoio Operacional de Proteção ao Patrimônio Público. (R.C.F.)





