A presidente Dilma Rousseff tentou justificar hoje (28) porque admitiu que seu mandato pode não ser suficiente para erradicar a miséria no País, respondendo às críticas e às ironias à sua postura pela oposição.

Em entrevista, após assegurar que "não houve recuo" em sua promessa de campanha de acabar com a miséria, a presidente Dilma declarou: "nós vamos fazer um grande esforço nos meus quatro anos de governo para fazer a eliminação da pobreza, mas chega a um ponto que é o como o caso do programa Luz para Todos, que conseguimos atender os 12 milhões que não tinham luz elétrica que supúnhamos que era a população brasileira que viva no escuro e descobrimos que existiam mais 1,5 milhão". De acordo com Dilma, a medida que o governo aprofunda no combate à pobreza, há uma certa "elasticidade".

"Ninguém pode prometer que a eliminação da pobreza é igual a zero", afirmou Dilma, que havia colocado a questão entre as metas de seu governo. "Você pode tender a isso (a zero) e apostar que você vai se aproximar do foco", observou ela, sem querer precisar se o número de miseráveis no Brasil é de 14 milhões, 19 milhões ou 21 milhões. Estes números, na sua avaliação, só vão poder ser conhecidos quando o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) liberar os microdados da pobreza.

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