SOB INVESTIGAÇÃO - CNJ afasta Clayton Camargo e abre processo disciplinar
Por unanimidade, o plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou semana passada, durante sessão realizada em Brasília, o afastamento de Clayton Camargo, ex-presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, do cargo de desembargador. Os 14 conselheiros e mais o relator também decidiram abrir Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar supostas irregularidades cometidas pelo magistrado. A defesa de Camargo informou que vai recorrer da decisão do CNJ no Supremo Tribunal Federal (STF).
Com essa decisão, ele fica afastado cautelarmente até que o mérito do PAD seja julgado. A partir de agora será designado um conselheiro para relatar o PAD, com prazo de 140 dias para realizar as investigações e apresentar suas conclusões.
Após apuração preliminar, conforme voto do relator do processo e corregedor nacional de Justiça, ministro Francisco Falcão, foram apontadas "graves condutas, tais como venda de decisões, lavagem de dinheiro, tráfico de influência, corrupção passiva, além de crimes tributários". "Há fortes indícios de que o magistrado teria realizado negócios jurídicos aparentemente simulados, com o objetivo de fraudar o Fisco e, até mesmo, para branqueamento de capitais", ressaltou Falcão durante seu voto na sessão do CNJ.
Há denúncia de que Clayton Camargo teria recebido R$ 200 mil para influir em um processo enquanto era presidente da 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça
tráfico de influência Também está sendo investigado suposto tráfico de influência para eleger o ex-deputado estadual Fábio Camargo, filho do desembargador, para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas (TC) do Estado
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