O Paraná ainda espera pelo empréstimo de R$ 817 milhões da União. O governador Beto Richa (PSDB) alega que o Estado precisa do dinheiro para pagar fornecedores, driblar problemas financeiros e, principalmente, investir em obras de infraestrutura. Questionado se pediu pela liberação da verba ao vice-presidente Michel Temer (PMDB), que passou por Curitiba na última semana, o tucano foi taxativo: "Já pedi para todos, menos ao papa até agora", ironizou o governador em entrevista coletiva em Londrina na última sexta-feira (31).

Richa garantiu que conversou com Temer e também com o presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). "Está nas mãos dele", alegou.

O governador acusou a União de fazer um "jogo mesquinho e obscuro" com a administração dele. "Um empurra para o outro. Fazem tudo para me desgastar politicamente", argumentou.

Beto Richa voltou a afirmar que está sendo perseguido politicamente. "Estamos em ano de eleição e eles estão punindo os paranaenses. Estou indignado", destacou.

O Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu uma liminar favorável ao Governo do Estado em abril determinando que a União liberasse os R$ 817 milhões. O Ministério da Fazenda argumenta, entretanto, que o empréstimo só não foi concedido por que o estado não investiu os valores mínimos obrigatórios na área da saúde.

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