Brasília - O Palácio do Planalto e os partidos aliados ao governo querem a todo custo manter o chefe da Casa Civil, José Dirceu, no posto e essa disposição não mudará, a menos que surja um fato novo o comprometendo no caso Waldomiro Diniz. A pesquisa feita anteontem em todo o País pelo Instituto DataFolha, mostrando que 67% dos consultados defendem o afastamento de Dirceu, não mudou esse cenário por uma razão: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os aliados no Congresso avaliam que a demissão do chefe da Casa Civil não brecaria as denúncias.
Pior, poderia até aumentar as pressões sobre o governo petista. ''Se entregarmos o Zé Dirceu, vão pedir a cabeça do Lula daqui a pouco'', resume um colaborador palaciano. ''Foi por isso que o presidente nem deixou ele (Dirceu) tocar nesse assunto'', completa o político.
''Há uma compreensão generalizada de que o ministro é utilíssimo ao governo e ao País e de que nada, absolutamente, o vincula às denúncias'', defendeu ontem o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL). Calheiros é um dos que dizem estar convencidos de que ''quem atirou no Zé Dirceu quis, na verdade, matar o governo''.

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