Além da Asempre Consultoria e Assessoria Empresarial, os senadores revelaram ainda como fantasmas as empresas Dorbon Administradora de Bens e Serviços Ltda, KWO Administração de Bens e Participação e a WP Comércio de Cereais Ltda. Todas comandadas pelos proprietários da Transoceânica e a Transcorp, que só na ‘boca’ do caixa no BB ‘lavaram’ R$ 3,6 milhões entre os dias 24 e 31 de outubro do ano passado. As operações eram feitas pelo irmão de Gerald, Erick Fuks e Altair Bora, funcionários da Transoceânica.
O ex-gerente da agência Alto da Rua XV Nilson dos Santos saiu do Banco do Brasil para associar-se a Fuks e Veer. Atualmente, responde pela mesma factoring, Primo Fomento, interligada à Transoceânica e à Transcorp e que teria sido ‘‘fundamental’’ para o esquema na avaliação de Requião e Kleinubing. Os senadores não conseguiram contato com Nilson dos Santos ontem.
Ao contrário de Requião, Kleinubing não acredita que o BB tenha tido participação na ‘lavagem’. ‘‘O tal Nilton (dos Santos) foi o cara que montou todo o esquema’’, avalia o senador, esquecendo que Santos foi gerente e emendando que ‘‘as denúncias serão encaminhadas o quanto antes para o Ministério Público Federal intensificar as investigações’’.
Na avaliação dos senadores a ‘lavagem’ feita no BB de Curitiba foi o único ‘‘deslize’’ cometido pela máfia dos precatórios. ‘‘Se tivessem transformado em dólar, não teríamos documentos das movimentações’’, diz Kleinubing.

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