Curitiba - No Paraná, apenas Curitiba vai receber parte das 75,2 mil novas urnas eletrônicas adquiridas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições municipais deste ano. Serão 3.526 novas urnas, que vão ser usadas para substituir 2.852 adquiridas em 1996 e o restante para suprir o aumento da demanda. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), somente a Capital vai receber o novo lote para que todas as urnas usadas sejam iguais. Curitiba tem 3,2 mil seções eleitorais. A fabricante das urnas diz que a segurança é a mesma das antigas. A diferença é que eles teriam menos risco de falhar na hora da votação.
Segundo o diretor comercial da FIC Brasil, empresa tercerizada que monta as urnas, Claudio Ribeiro, as novas urnas não têm diferença nenhuma para o eleitor. Porém, elas têm componentes mais avançados que garantem o bom funcionamento do equipamento. A maior diferença, no entanto, é uma impressora interna que registra em papel os votos. Assim, se der qualquer problema com o disquete onde os votos estão armazenados, tem outra alternativa de contagem dos votos.
Quanto à segurança, Riberio afirma que o equipamento oferece um excelente nível de garantia. ''Nenhum sistema é 100% seguro. Até nos sistemas mais vigiados do mundo já se constatou invasão. Mas é muito difícil fraudar'', assegura. Segundo Ribeiro, a urna eletrônica é três vezes mais segura que o voto de papel. Para garantir a inviolabilidade do sistema, o TSE está permitindo, desde abril, que os partidos políticos compareçam à Justiça Eleitoral para acompanhar a especificação e o desenvolvimento dos sistemas.
O TSE gastou R$ 187,3 milhões com as novas urnas e com reparos nas cerca de 400 mil já usadas em todo o País. Do total de equipamentos novos, 70 mil serão usados para substituir antigos. A empresa que fabrica o programa usado nas urnas chama-se Diebold Procomp. Ela ganhou a licitação do governo federal e terceiriza a montagem e desenvolvimento de peças para FIC Brasil.

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