Sivam inicia instalação no fim do mês
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 09 de maio de 1997
Agência Estado de Brasília 
Depois de resolver as pendências judiciais que atrasaram a assinatura dos contratos em mais de dois anos, o governo deverá finalmente começar a instalar no final do mês o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam). Para dar início aos trabalhos, os técnicos do Ministério da Aeronáutica aguardam apenas a assinatura de documentos contratuais entre o Banco do Brasil e o Eximbank dos Estados Unidos, o principal financiador do projeto.
Este ano, a Aeronáutica pretende elaborar os projetos de edificações, o levantamento das condições onde serão instaladas as diversas representações do sistema e dar início ao desenvolvimento do software e a da produção dos equipamentos de telecomunicações e aeronaves. O Ministério da Aeronáutica decidiu ainda antecipar a instalação de cinco radares na Amazônia, com o objetivo de aumentar o controle sobre determinadas áreas consideradas críticas na região. Os radares, originalmente destinados à região Nordeste, foram distribuídos nas cidades de Manaus, Tabatinga e São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, em Boa Vista, Roraima e em Belém, no Pará. A previsão era de que estes radares só seriam instalados dentro de três anos.
No ano que vem, começarão a ser realizadas obras civis em Brasília e Manaus. Também em 1998, deverão ser entregues os primeiros equipamentos. Em 99, serão concluídas as obras civis em Manaus e Brasília e, em seguida, iniciadas as instalações dos equipamentos nestas duas cidades. No ano 2000, será concluído o desenvolvimento do software e as obras começarão a ser feitas em Porto Velho e Belém. No ano 2001, serão finalizadas as obras em Porto Velho e Belém e imediatamente iniciadas as instalações dos equipamentos na região. A partir daí, o Ministério da Aeronáutica promoverá a integração das áreas de Manaus, Brasília, Porto Velho e Belém.
Para garantir o cumprimento deste cronograma, o Tribunal de Contas da União (TCU), em seu relatório apresentado em março, determinou ao governo que tome medidas para incluir o projeto Sivam no Plano Plurianual. Nesse relatório, o TCU considerou satisfatórias as explicações da Aeronáutica para as alterações promovidas no projeto _ denunciadas pelo senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) _ e aprovou o Sivam.
Em relação ao projeto inicial, a Aeronáutica reduziu o número de radares primários de 14 para sete, uma vez que cinco deles já estavam sendo instalados antecipadamente, com recursos da própria Força Aérea. Para compensar, no entanto, foi ampliado o número de estações de radar fixo, de quatro para sete. O número de radares transportáveis que serão adquiridos, de acordo com o projeto original, não foi alterado, permanecendo em seis unidades. Dessa forma, o número final de radares que comporão o projeto será de 25, contra os 24 previstos inicialmente.
No total, a redução de preços proveniente dessas alterações foi de US$ 24 milhões. Os recursos, de acordo com informações do ministério enviadas ao TCU, serão destinados a equipamentos. Além de radares, o Sivam prevê a instalação de centrais de comutação, sistema gerenciador de rede, estações metereológicas e uma estação central para concentrar todas as demais. O preço total do projeto Sivam, sem os juros do empréstimo, chega a US$ 1,395 bilhão.
Outros contratos paralelos estão sendo assinados pelo Ministério da Aeronáutica para auxiliar a instalação do Sivam. No próximo dia 15, a comissão que coordena a instalação do Sivam assinará com a Fundação Coordenação Projetos, Pesquisas e Estudos Tecnológicos (Fundação Coppetec) um contrato de prestação de serviços de engenharia nas áreas de proteção e combate à corrosão, sistemas de aterramento, estruturas e fundações de obras civis e instalações de equipamentos, na região Amazônica. O valor do contrato é de R$ 2,789 milhões.


