O desentendimento entre PT e PDT no Rio deve fortalecer a intenção dos pedetistas paranaenses de lançar candidato próprio ao governo estadual, que é defendida por 55% dos filiados, segundo pesquisa interna. ‘‘Queremos marcar presença’’, diz o presidente do PDT, Nelton Friedrich. Depois da saída do governador Jaime Lerner e de seus aliados, o partido iniciou um trabalho de revitalização e conta hoje com cerca de 90 mil filiados, dois deputados estaduais, 61 prefeitos, 752 vereadores e diretórios em todos os municípios.
Segundo Friedrich, conversas com a frente de esquerdas vêm sendo realizadas desde dezembro, mas não havia nada fechado. ‘‘Se os desencontros no plano nacional se consolidarem teremos mais estímulo e cobrança para que o PDT tenha candidatura própria’’, disse. A terceira alternativa, que também está sendo analisada, é uma aliança com um dos outros nomes de destaque na disputa estadual. De acordo com a pesquisa pedetista, o nome do senador Roberto Requião (PMDB) tem mais simpatia.
O discurso de Requião contra o governo federal é um dos pontos de afinidade. ‘‘Podemos ser parceiros’’, disse Friedrich. Segundo o presidente do PDT, uma aliança com Álvaro Dias (PSDB), outro que também pode ser candidato, é mais difícil, em razão do projeto nacional dos tucanos.
Santa CatarinaEm Santa Catarina, a decisão do PT do Rio de Janeiro teve repercussões diretas nas negociações pela composição de uma Frente Popular para as próximas eleições. Na quarta-feira, o deputado federal petista e candidato ao governo pelo PT, Milton Mendes, divulgou uma nota oficial do partido defendendo a chapa Lula-Brizola ‘‘como única alternativa de enfrentamento ao projeto neo-liberal de FHC’’.

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