Situação do TRT do Paraná continua indefinida
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terça-feira, 05 de agosto de 2003
Rodrigo Sais<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Situação indefinida na Justiça do Trabalho paranaense. Enquanto a direção do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e os magistrados esforçam-se para retomar as audiências paralisadas desde o dia 8 de julho, os servidores relutam em abandonar a paralisação. O Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho (Sinjutra) prefere esperar a votação da reforma da previdência em Brasília, motivo da greve, antes de decidir se acata a portaria emitida pela Corregedoria do TRT, que determinou que um número mínimo de servidores seja convocado a partir do dia 12 para que as audiências possam ser retomadas.
Segundo a corregedora Wanda Santi Cardoso da Silva, a portaria foi emitida após uma negociação com o Sinjutra e a Associação dos Magistrados do Trabalho (Amatra), que teriam se comprometido a montar um esquema de rodízio para retomar os trabalhos no órgão. A presidente da Amatra, Morgana Richa, confirmou as negociações. ''Aceitamos a decisão, enquanto o Sinjutra dispôs-se a ratificar a volta às atividades em uma assembléia. Após o período de paralisação, os servidores entrariam em um outro momento da reivindicação, tentando conscientizar os advogados e as partes que comparecerem às audiências sobre a importância da mobilização'', afirmou Morgana.
Entretanto, o coordenador do Sinjutra, Douglas Monteiro, acredita que a possibilidade das audiências serem retomadas é pequena apesar da pressão da corregedoria. Atualmente, 52 varas do Trabalho no Paraná estão com os prazos judiciais suspensos e sem atendimento ao público.


